segunda-feira, 21 de maio de 2012

Musculação versus Localizada

                                                Gracyanne Barbosa no leg press


Na hora de entrar em forma, as mulheres não poupam esforços nas salas das academias. Não há ferro que as assuste e não há peso que as desanime. Nessa busca suada pelo corpo perfeito, surge a dúvida cruel: vale mais investir na musculação ou se concentrar na localizada? Qual será o melhor exercício para elas?
Apesar de muito diferentes, os dois exercícios proporcionam resultados surpreendentes no corpo. “Tanto a musculação quanto a ginástica localizada permitem um gasto energético de aproximadamente 300 calorias por hora”.O ideal, é claro, seria conciliar os dois. Mas, como geralmente falta tempo – e a preguiça não permite – a escolha deve ser feita de acordo com seus objetivos. Para facilitar a decisão, e evitar o abandono precoce da academia, colocamos na balança os prós e contras das duas atividades.


Pegando pesado
Modalidade até pouco tempo restrita à ala masculina, a musculação ganha novas adeptas a cada dia. “Aquela idéia de que quem faz musculação fica com músculos exagerados é errada. Por mais que malhe, a mulher não tem testosterona suficiente para ficar com um corpo masculinizado. Isto nunca vai acontecer, a não ser que ela tome hormônios”.
Os exercícios são elaborados para serem feitos individualmente, então, são mais específicos e seguros. Isto possibilita que mulheres de mais de 60 anos façam musculação, o que dificilmente se vê nas aulas de localizada.
Desfeito o equívoco, não demorou para que as salas lotassem e a prática da musculação fosse, inclusive, indicada pelos médicos. Está comprovado que ela ajuda a combater a osteoporose, melhora a força física da mulher e sua auto-estima. “Hoje, as mulheres são donas de casa, profissionais e mães. É preciso ter um corpo forte para agüentar o dia-a-dia. E a musculação colabora com isso.
As mulheres têm uma preocupação enorme com os membros inferiores, usam muito as cadeiras extensoras e flexoras, e as abdutoras e adutoras.
Os exercícios são elaborados para serem feitos individualmente, então, são mais específicos e seguros. Isto possibilita que mulheres de mais de 60 anos façam musculação, o que dificilmente se vê nas aulas de localizada.
Apesar de tantas vantagens, não é qualquer pessoa que se adapta à prática. Para conquistar um corpo definido, é preciso comprometimento e disposição. “Diferentemente da ginástica localizada, na musculação a aluna não conta com um grupo. O que pode desmotivar. Para evitar o problema, é fundamental modificar as séries, de preferência a cada dois meses. Além disso, nossos músculos se adaptam ao esforço. Mudando o estímulo com novos exercícios, o corpo responde melhor.

Qual será a modalidade que traz mais benefícios para as mulheres?
Se você morre de preguiça de ir à academia, acha a esteira um saco, e está prestes a desistir dessa vida de malhação, as aulas de localizada podem resolver o problema. O professor Alessandro Sampaio, da Rio Sport Center, explica o motivo. “A ginástica localizada é uma aula coletiva. Ganha pela motivação. Tem música alta, outras alunas incentivando, um professor motivando e até gritando”, para as preguiçosas, um prato cheio de entusiasmo.
“Como se trabalha com uma pequena carga, as aulas tendem a resultar em um trabalho de resistência muscular localizada”
Além de animada, ela pode fazer muito pelo seu corpo. “Quando a ginástica localizada chegou ao Brasil, era chamada de aeróbica. Mas a definição é errada, ela é totalmente anaeróbica. O exercício não provoca nenhum ganho cardio-pulmonar”
Como se trabalha com uma pequena carga, as aulas tendem a resultar em um trabalho de resistência muscular localizada”.
Disputada pelas mulheres, que chegam a se espremer nas salas, a aula de localizada trabalha o sonho de consumo de todas nós – um bumbum durinho e uma barriga sequinha.
Assim como a musculação, a localizada também tem suas limitações e contra-indicações. Apesar de toda a empolgação da turma, prepare-se para encarar diariamente o colchonete. “Você pode colocar uma caneleira, apelar para um step, mas fica só nisso.

Um alerta para outro fator
“A aula em grupo, apesar de motivadora, dificulta a prescrição individualizada. Por isso é fundamental passar por uma criteriosa avaliação física. Lesões nos joelhos, ombros e colunas são as mais preocupantes”, adverte.

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